Tudo começou com um projeto, um grupo de cinco semiconhecidos e bastante disposição.
Liderados por Dani Carrasco, Ricardo, Cris, Jasmine, Iano e Babi, interessados na obra e vida de Humberto Mauro, ingressaram em um projeto de pesquisa a fins de promover uma releitura de sua obra.
Promovido pelo núcleo de Cataguases da Fábrica do Futuro, com apoio do Centro Cultural Humberto Mauro e do jornalista e escritor Ronaldo Werneck, começamos com um estudo da obra de Humberto Mauro: Thesouro Perdido, Brasa Dormida, Sangue Mineiro e O Canto da Saudade. Através de seu Centro Cultural tivemos acesso a informações sobre além da vida profissional, a vida pessoal de Humberto Mauro.
Natural de Vargem Grande cursou um ano de faculdade de engenharia em Belo Horizonte e após isso se mudou para Cataguases, junto ao início do desenvolvimento elétrico e tecnológico da cidade, afluindo assim uma paixão. Além da paixão por tecnologia, era também apaixonado por fotografia e junto de Pedro Comello, fotógrafo local, desenvolveram um curta-metragem que convenceu um empresário local a apoiar e patrocinar o início de uma carreira. No contexto, por ser fruto de artifícios industrializados, o cinema não era considerado arte e mesmo assim conseguiu desenvolver-se chegando aos olhos da Cinédia, uma companhia de cinema estruturada e desenvolvida no Rio de Janeiro.
Mesmo estando em uma cidade grande, Humberto Mauro ainda sofreu preconceito por seu trabalho moderno e inovador o que levou o engenheiro-artista a um período de dificuldades financeiras. Porem hoje é reconhecido como pai do cinema brasileiro, e inspirados em sua obra muitos cineastas realizaram suas obras.
Iniciamos com um laboratório de filmes:
Sangue Mineiro, Ganga Bruta, O Canto da Saudade... vimos, comentamos, dialogamos, fomos ao Memorial Humberto Mauro ,vimos mais e mais. Melhores cenas? Marcadas. Vamos partir pra execução do roteiro. Manuel faca pra lá, mocinha pra lá. Pré roteiro marcadinho, pausa pro lanche. Blá blá blá, ti ti ti, Ricardo você fuma?...
Começamos a parte da produção. Brincos, óculos, colares, sapatos, maquiagens, todo mundo dispondo suas roupitchas e dedicação pra procurar um vestidinho adequado para a “mocinha”.
Maquiando, trocando de roupa, já ta na hora, tic tac, tic tac. Prontos? Luz, câmera, ação! Manuel faca pra lá, mocinha pra lá, pausa pro lanche. Blá blá blá, ti ti ti, Jasmine você bebe?...
E após dias de encontros, conversas, organização, edição, publicações e correrias (ou nem tantas) fizemos com muita vontade e dedicação a releitura de Humberto Mauro: “A Saudade do canto do mineiro perdido”
Muito bem Gaudino!